Mais uma polêmica sobre a magreza excessiva.

"Sempre fui forte e fiz todos os desfiles de Paris", diz Raquel
Zimmermann sobre polêmica da magreza

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A polêmica da hipermagreza das modelos voltou à tona após reportagens publicadas pela Folha de S. Paulo. A modelo Raquel Zimmermann, exclusiva do desfile da Animale e atual top nº1 do mundo, comentou o assunto em entrevista ao UOL Estilo.

Top n° 1 do mundo, Raquel Zimmermann desfila para a Animale no SPFW Inverno 2010
“Não acho que eu seja uma modelo supermagra. Sempre fui forte, com músculos. E sempre fiz todos os desfiles de Paris", disse a top, que faz desfiles para marcas como Chanel, Hermès, Dior, Fendi, Gucci e Alexander McQueen.
Raquel contradiz as justificativa de estilistas e agentes, que na reportagem diziam optar por modelos mais magras por seguir os padrões de beleza do mercado internacional. "Não entendo por que as pessoas falam isso", completou ela.

Raquel, segundo dados de sua agência internacional, mede 61cm de cintura, e 86,4cm de busto e quadril, espalhados ao longo de 1,78m de altura. Ela afirmou ainda nunca ter sentido pressão por um físico mais fino, mesmo no início da carreira. Seu extenso currículo começou aos 14 anos, em Porto Alegre, de onde foi para o Japão e, logo em seguida, Paris. “Tenho sorte, graças a Deus. Geneticamente, os meus pais são altos e magros. Sempre comi bem e tenho uma vida ativa. Meu metabolismo é rápido”, disse.

Ela, no entanto, sente que preocupações com a aparência são algo constante entre modelos ou mesmo não modelos. Mas aponta o lado saudável-atlético da questão. Conheço pessoas que não são modelos e falam que precisam se exercitar. É um papo normal. Sou a primeira a falar para
darmos uma corrida na praia".

Em coletiva horas antes, a top afirmou ser a favor das modelos saudáveis. "Sempre fui contra modelo esquelética. Acho que modelo tem de ser saudável, comer bem, se exercitar e, assim, ter um corpo bonito", disse ela, que acredita no café-da-manhã como a refeição mais importante do dia. E o que come a top número 1 do mundo no desjejum? "Ovos mexidos com bacon, suco de laranja e café", contou.

Fonte: UOL

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As gordinhas estão com tudo no mundo da moda





Duas atrizes se destacaram no tapete vermelho durante a última edição do Oscar. Na noite da principal premiação do cinema, Mo-Nique de 42 anos e Gabourey Sidibe de 26, estrelas do filme Preciosa e ambas concorrendo a estatueta, chamaram atenção dos olhares atentos dos críticos de moda de plantão pela maneira em que estavam vestidas. As duas esbanjavam elegância e, digamos, voluptuosidade & no caso de Mo-Nique & com seusmodelos extra-large. Em comum, elas fazem parte do mais novo e comentado fenômeno que cerca a moda: o plus-size e a valorização da beleza farta. 


Na última Semana de Moda de Milão, que apresentou as apostas para o outono-inverno 2010/2011, a marca feminina Elena Miró foi a responsável por abrir o evento, por privilegiar e mostrar na passarela looks de tamanhos acima do 46. Poucos dias antes, na fashion week de Londres, a grife Mark Fast incluiu modelos plus-size em seu casting e foi além, ao vesti-las com peças justíssimas, que acentuavam o shape dos modelos. Houve quem torcesse o nariz. 

O fato é que além das marcas, o mercado editorial também está atento a este público. A Vogue America traz na próxima edição de abril a modelo Kate Dillon fotografada por Patrick Demarchelier, vestindo sem medo um justíssimo bandage Hervé Lérger tamanho extra-large e contando a sua trajetória como modelo desde os tempos em que era slim, até a sua ascensão ao posto de supermodel com o aumento da numeração. 

Já a edição italiana da revista resolveu criar a seção Vogue Curvy, dedicada às mulheres mais cheinhas, com dicas de lojas e combinações que valorizam as formas volumosas. Virou hit entre as leitoras prontamente. A publicação americana V Magazine, uma das principais quando o assunto é conceito de moda, trouxe na sua ultima edição (#63) como capa a atriz Gabourey Sidibe (novamente ela) e como recheio um editorial todo estrelado por modelos plus-size, com styling ultra-sexy. Dá pra imaginar o barulho que causou? 

Falando em modelos de curvas acentuadas, uma das principais top models da categoria, agenciada pela Elite americana, atende pelo nome de Flúvia Lacerda, seu manequim é 48 e adivinhe: é brasileira! Aliás, empresários brasileiros da indústria têxtil estão cada vez mais atentos ao mercado das grandes numerações. 

Prova disso é que aconteceu no último mês de janeiro, paralelo ao São Paulo Fashion Week, a primeira edição do Fashion Weekend Plus Size, na capital paulista. O evento inspirado no Full Figured Fashion, realizado em Nova York, reuniu por aqui etiquetas dedicadas ao público GG, com numerações entre 44 e 50. O resultado? Saldo positivíssimo e as organizadoras já planejam a próxima edição. 

Com tanta discussão acerca das formas do corpo, estaríamos passando por um processo de redefinição dos padrões do belo e da estética corporal, onde a ditadura da magreza soa ultrapassada? A resposta pode ser subjetiva, mas que novos olhares sobre a relação entre corpo e forma estão sendo lançados e que o assunto está na moda, isso não se pode negar. Aliás, existem algumas Mo-Niques, Kates, Fluvias e Gabourey por aí para atestar. 



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Coco Rocha: O meu ponto de vista sem censura

Do blog Oh So Coco

Coco Rocha desfila look de Zac Posen em NY (15/02/2010)
Coco Rocha desfila look de Zac Posen em NY (15/02/2010)

Tem havido uma certa comoção em relação aos artigos que saíram sobre mim no “New York Times” e no “New York Daily News”. Como apenas algumas declarações minhas foram publicadas, acho necessário que eu expresse o meu ponto de vista corretamente, sem edições externas.

Sou uma modelo de 21 anos, 15 cm mais alta e dez manequins menor do que a mulher comum americana. Mesmo assim, em algum universo paralelo, sou considerada “gorda”… Este foi o tema de uma grande discussão esta semana e a notícia que saiu por aí foi: “Coco Rocha é muito gorda para as passarelas”.
Seria este o caso? Não. Ainda trabalho e sou requisitada como modelo. Na realidade, eu me vejo mais ocupada do que nunca. Nos últimos anos, eu não ganhei uma grande quantidade de peso, apenas dois centímetros aqui e ali, como aconteceria com qualquer mulher que sai da adolescência.

Mas este assunto do peso das modelos é, e sempre foi, uma preocupação minha. Há algumas decisões morais que parecem muito simples para nós. Por exemplo, não explorar o trabalho infantil e não aumentar o fator de dependência nos cigarros. Quando estilistas, stylists ou agentes forçam crianças a tomarem medidas que levam à anorexia ou a outro problema de saúde para que continuem na profissão, eles estão pedindo para que o público ignore a sua consciência moral a favor da arte.

Claramente, todos nós vemos quão moralmente errado é um adulto convencer uma menina de 15 anos já magra de que ela, na verdade, está gorda demais. É indesculpável que um adulto exija que uma menina perca, de maneira não natural, um peso vital para que seu corpo continue funcionando corretamente. Como pode qualquer pessoa justificar uma estética que reduz uma mulher ou criança a uma magreza esquelética? Isso é arte? É claro que a estética da moda deve embelezar a forma humana, não destruí-la.

Há divergências na indústria a respeito disso. Apesar de haver aqueles que não levam em consideração o bem-estar da modelo, eu tive a honra e o privilégio de trabalhar com alguns dos melhores estilistas, editores, stylists, fotógrafos e agentes, que respeitam da mesma maneira tanto as modelos novas quanto as consagradas. Sei que há muitos outros por aí, com quem eu não trabalhei, que também concordam comigo neste assunto.

O CFDA (Conselho dos Estilistas da América) tem tentando ao máximo corrigir esta questão. Alguns dias atrás, em sua reunião anual, viram todos que estavam na sala em acordo a favor da mudança do “sample size” [o tamanho das peças dos desfiles e mostruários] e da contratação de modelos apenas acima dos 16 anos. É ótimo ver quantos corações estão no lugar certo, porque nós temos de fazer estas mudanças para a próxima geração de meninas.

Como uma mulher adulta, eu posso tomar decisões por mim mesma. Posso decidir que não vou permitir que eu seja degradada em um casting – marchar de calcinha e sutiã com um grupo de jovens garotas, ser apalpada, espetada e cutucada como gado. Eu consegui escapar desse tratamento, porque já tenho uma carreira consolidada como modelo e sou adulta... mas e as meninas novas e aspirantes a modelo?

Nós precisamos de mudanças. Eu ia preferir que não houvesse meninas trabalhando com menos de 16 anos, mas, se este for o caso, adoraria ver as adolescentes sendo acompanhadas por seu tutor aos castings, desfiles e sessões de fotos. O CFDA criou um código para seus membros, e eu adoraria ver toda a indústria seguindo-o. A sociedade legisla um monte de coisas – a proibição do uso de esteróides nos esportes é um exemplo –, é apenas lógico que haja regras de conduta para manter a indústria da moda saudável.

No passado, modelos se pronunciaram sobre o assunto, e foram acusadas de apenas falar algo porque suas carreiras estavam à beira da extinção. Este não é o meu caso. Falei sobre isso pela primeira vez há uns dois anos, no auge do que uma modelo consideraria a carreira ideal, e de fato houve uma reação – aqueles que mais desrespeitavam o assunto, de repente, chamaram-me para trabalhar para eles! Isso foi uma tática de relações públicas e eu não estava pronta para cair nela. Disse: “Não, vamos ver daqui algumas temporadas. 
Se mudarem, aí trabalharei com vocês”. Eles não mudaram. Eu não trabalhei para eles.
Da minha geração de modelos, estou exatamente onde preciso estar na minha carreira e agradeço por poder usar a minha posição para me expressar ativamente contra isso, com o apoio do CFDA e da “Vogue”. A minha esperança sincera é de que, por meio dos nossos esforços, as jovens modelos um dia serão poupadas da humilhação, da perigosa perda de peso, da depressão que vem com a anorexia e da miséria do abandono de uma indústria envergonhada de vê-las transformadas em mulheres de verdade.

Há os padrões normais em como tratamos uns aos outros e como tratamos crianças. Há aqueles que continuam a atropelar estes valores, mas há também os defensores de um caminho melhor. Espero que os esforços contínuos do CFDA e de todos que respeitam estes valores irão influenciar a opinião dos que estão no lado contrário da indústria, para assegurar uma mudança verdadeira para o melhor.



Texto publicado originalmente em inglês, no blog da modelo canadense Coco Rocha, e gentilmente cedido por sua agência, Elite Model.

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Polêmica da magreza

"Sempre fui forte e fiz todos os desfiles de Paris", diz Raquel
Zimmermann sobre polêmica da magreza

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A polêmica da hipermagreza das modelos voltou à tona após reportagens publicadas pela Folha de S. Paulo. A modelo Raquel Zimmermann, exclusiva do desfile da Animale e atual top nº1 do mundo, comentou o assunto em entrevista ao UOL Estilo.
Top n° 1 do mundo, Raquel Zimmermann desfila para a Animale no SPFW Inverno 2010
“Não acho que eu seja uma modelo supermagra. Sempre fui forte, com músculos. E sempre fiz todos os desfiles de Paris", disse a top, que faz desfiles para marcas como Chanel, Hermès, Dior, Fendi, Gucci e Alexander McQueen. Raquel contradiz as justificativa de estilistas e agentes, que na reportagem diziam optar por modelos mais magras por seguir os padrões de beleza do mercado internacional. "Não entendo por que as pessoas falam isso", completou ela.
Raquel, segundo dados de sua agência internacional, mede 61cm de cintura, e 86,4cm de busto e quadril, espalhados ao longo de 1,78m de altura. Ela afirmou ainda nunca ter sentido pressão por um físico mais fino, mesmo no início da carreira. Seu extenso currículo começou aos 14 anos, em Porto Alegre, de onde foi para o Japão e, logo em seguida, Paris. “Tenho sorte, graças a Deus. Geneticamente, os meus pais são altos e magros. Sempre comi bem e tenho uma vida ativa. Meu metabolismo é rápido”, disse.
Ela, no entanto, sente que preocupações com a aparência são algo constante entre modelos ou mesmo não modelos. Mas aponta o lado saudável-atlético da questão. Conheço pessoas que não são modelos e falam que precisam se exercitar. É um papo normal. Sou a primeira a falar para
darmos uma corrida na praia".
Em coletiva horas antes, a top afirmou ser a favor das modelos saudáveis. "Sempre fui contra modelo esquelética. Acho que modelo tem de ser saudável, comer bem, se exercitar e, assim, ter um corpo bonito", disse ela, que acredita no café-da-manhã como a refeição mais importante do dia. E o que come a top número 1 do mundo no desjejum? "Ovos mexidos com bacon, suco de laranja e café", contou.

Fonte: UOL

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2013 Mulheres em Conflito: Comportamento